Em algum lugar da cidade, em um bairro de classe media, estava uma porta entre aberta com uma mala encostada e era possível ouvir vozes.
- Não mãe, relaxe isso aqui não deve ser nenhum “fake” não... – Respondia Loren.
- Não... não é isso meu filho é que essas cosias, vir assim do nada? – Dizia a mãe preocupada – É por que tipo, você ganha essas “bolsas mágicas” e é tão estranho... – Ela interrompia rapidamente e continuava - Não! Não é que eu esteja insultando sua inteligência... – Dizia ela com as palmas da mão juntas.
Nessa hora Loren olhava para a mãe com um olhar de curiosidade, com uma das sobrancelhas levantadas.
- Vamos lá, se for qualquer coisa, eu volto. Eu sei me cuidar.. – Dizia o jovem com um ar de quem estava estranhando aquilo – Sinto que você quer me contar algo.
- A bem Loren, essa sua carta com o “A” na frente é tão estranha sabe. – Dizia a mulher mordendo os lábios.
- Te conheço há uns aninhos, desembucha veia. – O jovem estava com a mão na maçaneta.
- É que, você sabe muito bem, que você não é meu filho de verdade – Dizia ela com receio.
- Sim eu sei, você me contou isso na raiva, quando eu tinha 12 anos.. – Dizia ele com um tom irônico.
- É que, você é filho da minha irmã – Dizia ela fechando os olhos. – E quando ela me entregou você estava chovendo e era de noite e ela disse que um dia uma carta com um “A” em um selo vermelho iria chegar para você e nesse dia você deveria ir. – Dizia a mulher rapidamente – pronto falei! – Estava nervosa e ansiosa.
Loren olhava para o rosto da mãe adotiva dele, com um olhar curioso, por um momento ele achou que ela inventou tudo, rapidamente ele virou para trás e antes de fechar a porta ele disse:
- Bem, qualquer coisa se for um trote etc. eu volto. – O jovem fechava a porta nessa hora e ia andando em direção a parada que o tal ônibus da Avalon deveria parar.
Em outro lado da cidade, em um bairro de classe alta, era possível ver uma mansão, com um quintal verde, fontes jorrando água, portões de grade. Dentro da mansão era possível ver uma sala enorme com escadas para o segundo andar, na sala tinha um jovem de longos cabelos loiros olhando para um homem de terno com quase dois metros de altura.
- hum.... – O jovem olhava para o homem de terno – Eu não quero ir. – Dizia o jovem com a voz de rebelde.
Nesta hora o homem de terno entregava uma folha branca para o jovem, ele pegava e lia, estava escrito: “Você vai” nessa hora o jovem olhava para o homem e fazia um sinal negativo e desesperado com a cabeça, na mesma hora o homem fazia um gesto com as mãos que dizia “vire” assim o garoto virava a carta e lia, estava escrito: “Ah você vai sim” ele olhava para o homem com cara de choro...
- Não vou não - Dizia o jovem com rosto de manha.
Nessa hora o homem refaz o sinal para que o garoto vira-se a folha, e estava lá escrito: “Você vai” o jovem olhava para o homem com um rosto de choro e manha, e o homem olhava serio e impenetrável para o jovem ,esta hora o jovem respirava fundo e jogava o ar todo para baixo e voltava com seu rosto normal.
- Puta que pariu.... nem isso adianta, você tem coração não? – Dizia o jovem para o homem com revolta em sua voz, o jovem pegava suas malas e saia apressado em direção ao portão da mansão, nessa hora o homem fica na no caminho dele e lhe entregava outra folha, que dizia: “Seus pais que pediram” nessa hora o jovem olhando torto para o homem e pegava a folha e jogava para trás.
- então os mande vir falar na minha cara. – Dizia o jovem com revolta na voz e batendo os portões da mansão ao sair.
Em outro lugar longe dali existia um pequeno prédio de quatro andares onde vários estudantes moravam em pequenos quartos, geralmente estudantes que viviam só, pois eram de outras cidades e tinham que se virar sozinhos, em um desses quartos era possível ver um jovem em um notebook, um jovem baixo de óculos...
- Ahh.... ohh... que isso? Ham? – Dizia o jovem, falando sozinho enquanto mexia em seu computador de mesa. – Nossa essa tal vê Avalon tem um conceito bastante interessante, em ensino universitário ela se equipara a Harvard e eles são de ensino integral ou seja, vou morar lá, por isso as malas. – Comentava o jovem surpreso, enquanto navegava por um site de internet, aparentemente ele estava pesquisando sobre tal lugar mencionado pela carta.
O jovem fechava seu computador com um rosto confiante e alegre, e assim pegava suas coisas, e olhava para seu quartinho no prédio...
Em outro quarto era possível ver um jovem alto de cabelo estranho e cara de aloprado sentado numa cama com o lençol rasgado, com uma mala do lado e rosto pensativo..
- Vou ou não vou? Parece que vai ser interessante por lá – Dizia ele levantando e segurando a mala... e novamente sentava – Vou ou não vou?
Com isso o jovem ficava sentado na cama, e levantava e sentava novamente, repetindo o processo algumas vezes, ate que o pé esquerdo de trás da cama cai, fazendo a cama deixar para o lado do pé caído... e o jovem que estava sentado, parado e olhando para os lados, depois do susto da queda, ele levantava e olhava para a cama com a mala nas mãos.
- Já entendi a mensagem – Dizia ele para a própria cama.
O jovem sai do seu quarto e via um jovem baixinho de óculos saindo também.
- O meu deus, você mora aqui também? – perguntava ele para o jovem baixinho. – Não deve ter dado tempo para ver isso, pois ainda estamos no começo do ano. – comentava ele.
- Eita! – Dizia o jovem baixinho assustado. – Que surpresa encontrar você aqui, ta indo para a tal de Avalon também? – perguntava o jovem para o rapaz alto.
- É o que parece... Nicolau certo? – perguntava o jovem...
- Não, não, meus amigos me chamam de Baelar... – Replicava o jovem baixinho de óculos.
- ba, ba, ba o que? – Perguntava o jovem.
- Baelar! Significa “guardião dos homens” em élfico – Dizia o jovem com um tom de orgulho.
- Ah ta, meus amigos me chamam de Will mesmo. – Comentava ironicamente.
Os dois jovens saiam em direção a parada do tal ônibus da Avalon, assim avistando o jovem Loren de um lado e o jovem James do outro, aparentemente esperando o ônibus, os jovens acenavam entre si e não trocavam palavras, e esperavam o tal veiculo, quando algum tempo depois, um ônibus amarelo chegava e parava ali, e um homem com roupas engraçadas saia e olhava para os jovens.
- MAAAAA HOOIIIII – Gritava o homem com uma voz engraçada – Mai, Mai, Mai são vocês os garotos premiados da parada 151666mole6dura6saiurasgâââândo!! Correto? – Dizia o homem olhando para eles de perto com um olho mais próximo que o outro.
Nessa hora o jovem Nicolau, vulgo Baelar, olhava para o homem dando passos para trás...
- Ehh... oi? – Dizia o jovem desconfiado.
- OI!? OI é Breque de Boi! E tua cabeça ta cheia de píoi! – Dizia o homem pegando as malas dos garotos.
- Eiii! Isso é meu, sua aberração! – Gritava James
O homem que pegava as malas, olhava para James que tentava pegar a mala de volta, olhava-o de forma desconfiada, nessa hora o homem grita.
- SOLTE MINHA MALA!!! – Gritava ele histérico, puxando a mala de James.
Nessa hora James ficava paralisado sem saber o que fazer, e o homem olhou para Will que já ia entregando a mala com um olhar desconfiado e após pegar todas as malas e literalmente jogar encima do ônibus, que curiosamente as malas pareciam sumir quando encostavam no teto do ônibus, ele se curvava...
- Vamos, entrem princesas.. – Dizia ele, olhando fixamente para o jovem James.
Os jovens ficavam meio desconfiados, eles viam as pessoas dentro do ônibus, era bem curioso, as pessoas sentavam um pouco separadas, era possível ver um jovem com um violão no meio, um casal de cabelos vermelhos na ponta, e outros jovens espalhados pelas cadeiras e assim os jovens se separavam, Loren ficava na frente, o Jovem Nicolau Baelar, ficava no meio junto com Will e James ia até a uma cadeira de trás sentando entre o casal de pessoas de cabelos vermelhos, pois a cor ruiva é meio alaranjada, eles tem o cabelo vermelho fogo, e ele não tinha percebido, mas havia uma jovem toda de preto brincando com algumas linhas na outra ponta, o jovem James olhava a jovem e se ajeitava e olhava para ela brincar com as linhas...
- E ai moçinha? Indo para Avalon também? – Dizia ele com o tom de voz refinado.
- Sim, seu mordomo não pediu para você ficar calado? – Dizia a garota olhando fixamente para o jovem James.
Nessa hora James engolia seco e olhava para a garota e dava um pulo para o lado e se afastava, sentando assim uma cadeira a frente dos ruivos e seguia viagem em silencio.
A viagem estava durando bastante tempo, estava de noite, eles assim estavam ainda numa estrada, quando menos esperavam, todos que estavam adormecidos, acordavam com barulhos e balançadas fortes no ônibus, então todos os garotos ficavam assustados e alertas, menos o casal de cabelo vermelho e a jovem que brincava com o cordão, que aparentemente não haviam dormido, eles percebiam que estavam no meio de uma floresta e o ônibus estava correndo em alta velocidade no meio da floresta, então tentando se equilibrar o jovem James perguntava ao homem das malas.
- O que porra está acontecendo!? – Berrava James...
Nessa hora o homem das malas olhava para James e pegava um fone, e o som do que ele falava aparecia somente em uma caixa de som que estava do lado de James.
- TIM DOMM!!!! – Gritava o homem – Estamos passando por uma leve turbulência em nosso vôo, pedimos que todos os PASSAGEIROS, principalmente os LOIROS, sentem suas respectivas BUNDAS nas cadeiras e aproveitem à turbulência, e não se preocupe a media de queda é de um para cinco e semana passada já caiu um.. – Dizia ele com um sorriso no rosto..
O jovem James voava para o acento do outro lado, com as pernas pro ar, quando do nada o ônibus parava, jogando o rapaz para frente junto com todos os outros alunos...
- Odeio essas paradas bruscas – Comentava o Homem de cabelos vermelhos e espetados, quando levantava de mãos dadas com a jovem de cabelos vermelhos.
- Jura? – Comentava Will antes de sair.
- TIM DOM!!! – gritava o homem das malas – Bem, esse momento lembra meu grande professor de assistência de viagem – Todos paravam para olhar o homem das malas falar, parecendo que estava emocionalmente abalado. – Quando ele disse isso pela primeira vez na minha frente, soou tão lindo - Dizia ele com os olhos brilhando, cheios de lagrima. – Foi mais ou menos assim.... – dizia ele respirando fundo. – CHEGAAAAAMO NEGAAAADAA!!!!!!! – Nessa hora o som deu uma falha e todos os garotos colocavam os dedos no ouvido.
Os jovens saiam do ônibus correndo para tentar escapar daquele som maldito que estava ecoando por todos os lados do ônibus, quando todos saíram, eles viram algo que realmente assustou a maioria, uma grande e larga ponte que no final dela, existia a entrada de um castelo gigante com muros tão largos que não era possível ver o final de onde eles estavam...
- Isso que eu chamo de construção civil – Comenta Will
Nessa hora os jovens voltavam para pegar suas malas, e perguntava ao homem sobre as bagagens...
- EU QUERIA A MALA! A MALA como ninguém... MAS como poderei A MALA se a MALA.. ficou no trem? – Dizia ele com lagrimas nos olhos...
Então James passava a frente e dizia.
- A mala, dramático... – dizia ele com uma revolta na voz...
- Você quer a mala? – dizia o homem com olhos de mistério – Venha cá, fique aqui... – O homem posicionava o jovem James de frente a lateral do ônibus, e assim ele puxava uma manivela e todas as malas caiam por cima de James, deixando ele sufocado, Todos iam pegando suas coisas ate que James estava no chão com a mala dele. Nesta hora o jovem Nicolau Baelar falava com ele.
- Vamos James, vamos acabar nos atrasando. – comentava o jovem, seguindo os outros alunos.
Os alunos atravessam a gigantesca ponte, encontrando um homem de terno que dizia que iria guiá-los para o salão de boas vindas, os jovens andam bastante, passando por vários campos com fontes em forma de anjos, e algumas pequenas pracinhas onde era possível ver alguns jovens sentados e assim eles iam andando ate um prédio de porte médio, claro se comparar com os outros edifícios dali, todos entalhados com arte medieval. Os jovens entraram e o homem indica uma porta, que dava em um grande palco, parecido com palco de teatro, lá já haviam outras pessoas, que estavam separados em grupos, do lado esquerdo um local só com meninas, outro só com meninos e um pouco mais pro meio um grupo de pessoas de sexos misturados, então os jovens decidem sentar um pouco mais na frente e se aglomerar também, os jovens ficavam sentados olhando o palco a frente deles, quando depois de alguns minutos as luzes acendiam, e um homem de terno e cabelos negros ate o queixo entrava e pegava o microfone, junto com ele vinha, um rapaz com roupas sociais, bem justas, era magro e tinha olhos orientais e um cabelo com uma frente ate acima da sobrancelha, o homem de cabelos até o queixo pega o microfone e falava com os jovens, a voz dele era calma e tinha um certo tom natural de sarcasmo.
- Bem, Bem vindos primeiramente, tenham um bom proveito de nossas aulas, bem como a grande maioria aqui já sabe, a Avalon não é um local de ensino muito comum, aqui vocês vão começar no primeiro ano do ensino médio, lembrando que aqui nós temos quatro anos para ensino fundamental que inicia aos treze anos e termina aos dezessete, três anos para o ensino médio, de dezessete aos vinte e mais quatro anos para quem quiser fazer o ensino universitário de especialização... – ele parava de falar um pouco e olhava para o jovem ao seu lado de roupas sociais pretas – Bem, eu sou o professor de vocês, me chamo Sirhus D’black, professor de história e Seres sobrenaturais menores e Coordenador dos cursos... – Nessa hora alguns alunos ficavam falando sobre aquilo, como se estivessem surpresos, incluindo o jovem Nicolau Baelar, Will, Loren e James. Nesta hora o jovem Sirhus voltava a falar.. – Bem, deve ter sido um choque para algum de vocês, porém.... – Sirhus era interrompido pelo jovem que estava ao lado dele que pegava o microfone após conversar com ele baixinho.
Nesta hora o jovem oriental falava.
- Bem, eu sou Shibuya Futher, Diretor da área de ensino médio e venho lhes dizer que Avalon é uma escola que visa treinar os seus alunos apara enfrentar todos os perigos do mundo, todos mesmo, desde coisas naturais a coisas sobrenaturais, e todos vocês estão aqui, por que foram escolhidos, isso significa que não é qualquer bosta que entra aqui, devo confessar que as vezes escapa um ou dois... – era possível ver Sirhus contendo um sorriso – Mas bem, garanto que todos vocês já fizeram algo que não podiam explicar, soltar fogos pelas mãos? Correr mais rápido? Levantar algo muito pesado? Qualquer coisa... ler um livro mais rápido que qualquer um... com certeza todos vocês fizeram algo e por este algo, que vocês estão aqui – Ele parava um pouco de falar e olhava para os jovens com seus olhos que mostraram um homem extremamente serio e assustador – Bem, então sejam pessoas de fibra pelo menos uma vez na vida de vocês e vão para suas aulas e sejam ótimos alunos, por que agora, vocês estão em Avalon. – O silencio pairava no ar naquele momento....

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